O que me compete é a caminhada caminhada com consciência e amor. Não me compete a quantidade de resultados, mas como caminhei em cada estrada que andei. Cada pessoa que toquei e marquei. Não preciso fazer muito, porque fazer pouco é começar a perceber que existe algo que está entre fazer muito e fazer pouco. O desprendimento das questões normais de uma rotina, costume ou vícios nos proporciona ver essa mesma vida de um outro ângulo. E quando isso acontece é ter a oportunidade da concentração para perceber onde se está caminhando e onde se quer chegar. A concentração cria a ordem e essa ordem nos liberta para ver a nós mesmos. Havendo essa ordem, encontramos o eixo entre o muito e o pouco, e passamos a fazer o que simplesmente é simples fazer, quando se escolhe fazer. Amar. Simplesmente amar.
Quando eu tinha uma vida atarefada, não sentia a vida passar por mim. Não sentia o vento e a sua voz. Quando fiquei diante do que parecia pouco, procurei encontrar algo que não encontrei. E quando parei de buscar, encontrei o sentido daquele silêncio, e ele me falava de amor. Assim passei a sentir o sentido de estar aqui. Hoje estou nessa estrada onde posso sentir o sentido da natureza, do vento, e da sua vida dentro da minha vida. E isso é um milagre que vivo todos os segundos que respiro aqui.
Quando eu era bailarina sentia a liberdade dançando no palco. Hoje não sou mas bailarina, mas sinto - me voando e dançando de uma forma transformadora. Entre o novo e o velho encontrei o que vai se tornando eterno em minha vida, e isso me transforma em algo que não sei o que, mas que não procuro saber; porque sentir você me basta. Agora nem a morte pode me tirar o que encontrei sem buscar.
Andréia. Oi vázio, te olhei e te senti. Fuiiiiiiii.......


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